A elite do agronegócio e a defesa da propriedade  

São fortes os indícios da cobiça de muitos estrangeiros por terras em nosso país; assim como, da mesma forma, não faltam evidências daqueles que não desejamo êxito crescente do agronegócio brasileiro, pois incomoda muitos lá fora. Como ignorar esta situação ainda mais com a possibilidade do retorno da esquerda no governo central do Brasil?
Por isso as questões abaixo aos grandes e fortes do agronegócio brasileiro:
produtores, empresas, cooperativas e entidades. Se o Lula e/ou a esquerda voltar ao poder federal, semelhante ao retorno que ocorreu nos EUA, com certeza será reforçada a AGENDA de demarcações de terras indígenas e quilombolas. E o que farão os senhores: vão mostrar a matrícula do imóvel dizendo que são donos? Vão dizer que produzem alimentos para o mundo? Vão mostrar que estão armados? Ou pensam os senhores que advogados, deputados, senadores, ou o governador vão resolver o problema? TUDO isso pode não significar nada para o pessoal da “agenda” demarcatória.

As investidas contra a propriedade são levadas a cabo por muitos intelectuais, partidos, ONGs, influenciadores, material didático em escolas, campanhas “religiosas”, conteúdos “culturais” e jornalismo engajado, etc.

O que os senhores fazem para defender amplamente a propriedade privada e a liberdade nela alicerçada? Promovem uma agenda consistente e bem organizada neste sentido? Ou apenas torcem para o governante da vez protegê-los de todo o mal? Onde está a proatividade em defender de forma inteligente e organizada aquilo que nos é mais sagrado?

Há cerca de 4 anos, falando com proprietários rurais sobre as possíveis dezenas de reservas indígenas e quilombolas previstas para o Oeste do Paraná, ouvi exatamente a mesma pergunta em momentos diferentes: “você sabe onde elas serão implantadas”? Como se fosse perder ou desvalorizar apenas as áreas limítrofes da reserva e não toda a região ou do município onde poderão ser implantadas reservas. Será ingenuidade ou puro egoísmo tal forma de pensar?

Entender do PROCESSO, de COMO anda a “agenda” demarcatória, EXIGE
estudo, preparo, investimentos – pessoas, tempo e dinheiro – sem os quais, o
resultado poderá ser igual ao ocorrido na Raposa Serra do Sol, em Roraima. Confiar na bancada ruralista do Congresso Nacional é pouco para quem realmente deseja trabalhar nesta direção. Êxito produtivo, sucesso financeiro não são garantias de sabedoria, de ação estratégica, na defesa da propriedade privada.


Edésio Reichert


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